A economiária aposentada Neyd M. Makiolka Montingelli, sócia da APCEF-PR, cumpriu sua promessa que fez na época em que era empregada da Caixa Econômica Federal: escreveu um livro sobre episódios divertidos e pitorescos vivenciados na empresa. Intitulada de “Memórias de um caixa da Caixa”, a publicação será lançada nesta segunda-feira (dia 15), no Palacete dos Leões, em Curitiba.
Aposentada desde 2007, Neyd trabalhou na Caixa de 1977 a 1996, onde cultivou amizades e conheceu muitas histórias. Depois que saiu da empresa, fez diversos cursos, entre eles pós-graduacão na área de Nutrição e Caprinocultura e Laticínios. Atualmente, escreve em sites sobre caprinocultura e queijos e já publicou outros dois livros: “Culinária com Produtos Caprinos” e “Receitas para minha filha que vai casar”.
Em “Memórias de um caixa da Caixa”, a autora registra fatos dos anos 80 a 1996, de Curitiba (PR) e Blumenau (SC). O leitor poderá se divertir com episódios de fantasmas que rondam agências, frases engraçadas e brincadeiras entre colegas para alegrar o ambiente, mas sem citação de nomes. “Os colegas terão que se identificar com os personagens”, adianta Neyd.
Quem poderá ser identificado é o diretor de Comunicação e Marketing da APCEF-PR, Jesse Krieger, que falou sobre a autora, de quem é amigo e foi colega de trabalho. Em entrevista ao site da Associação, Neyd Montingelly dá mais detalhes a respeito do livro.
Site APCEF-PR - O caixa da Caixa existe ou ele é um personagem criado para contar histórias da empresa?
Neyd M. Makiolka Montingelli - Existe sim. Sou eu mesma. Fui caixa da Caixa por oito felizes anos. Acho que foram os anos de mais trabalho efetivo e mais divertidos de minha vida "economiária".
Site APCEF-PR - Quais foram as principais fontes de inspiração para escrever os episódios?
Neyd - O dia-a-dia em contato com os criativos clientes, as idosas senhoras, as mamães com aqueles pirralhos barulhentos que ficavam escalando o meu guichê, os donos de lotéricas que roubavam os tubinhos das canetas. E, principalmente, os atormentadores colegas que insistiam em fazer o nosso dia mais feliz.
Site APCEF-PR - O que a motivou escrever o livro?
Neyd - Cada vez que acontecia um episódio divertido, eu sempre prometia que chegando em casa iria escrever no meu caderno e, quando me aposentasse, faria um livro: Memórias de um caixa. Todos concordavam e, cada vez que acontecia algo, comentavam: isso tem que ir para o seu livro. Cumpri a promessa!
Site APCEF-PR - Por que decidiu lançá-lo neste momento?
Neyd - Promessa é dívida. Estou aposentada. Já lancei outros dois livros e, agora, tive tempo de organizar o meu caderno de anotações dos episódios.
Site APCEF-PR - Das "memórias" do livro, qual considera inesquecível?
Neyd - Eu lembro de cada uma das histórias e me divirto muito. Mas a do repolho é inesquecível. Eu não me canso de contar essa em reuniões de amigos. A Lurdeli (Sialla), que já faleceu, era caixa da agência Carlos Gomes e costumava fazer regimes. Um dia, era o ano de 1986, um colega, também caixa, que saia para comprar lanche, perguntou aos colegas se queriam que trouxesse alguma comida para eles comerem. Lurdeli soltou esta: quero algo grande, barato e que não engorde. No seu retorno, o colega entregou cachorro quente para um, empadão para outro e Lurdeli ficou aguardando “sua encomenda”. Eufórica, ela perguntou: o que trouxe para mim? E ele respondeu: um repolho. Lurdeli saiu correndo atrás do colega pela agência e, quando alguém ia buscar lanche, comentava sobre a opção: “grande, barata e que não engorda”.
Serviço
Lançamento: livro "Memórias de um caixa da Caixa"
Dia: 15 de março
Local: Palacete dos Leões (João Gualberto, 573 – Telefone 3219-8134)
Horário: 19h.