17/07/17 14:05

Conferências Regionais marcam a preparação dos bancários para 19ª Conferência Nacional

Neste final de semana, ocorreram eventos nas bases da Fetec-CUT/SP, Fetraf RJ/ES, Fetrafi/NE, Bahia e Sergipe

A 19ª Conferência Nacional dos Bancários será realizada de 28 a 30 de julho, em São Paulo. Enquanto o principal evento da categoria bancária não chega, estão ocorrendo em todo o país as conferências regionais, onde são tiradas propostas de reivindicações e estratégias de luta para ser encaminhadas ao encontro nacional. Nesse final de semana, se reuniram os bancários das bases da Fetec-CUT/SP, Rio de Janeiro e Espírito Santo; Fetrafi/NE e Bahia e Sergipe.

Em São Paulo, a 19ª Conferência Estadual dos Bancários contou com a participação do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto Von der Osten, e do secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio.

Durante o evento, foram analisados os impactos da reforma trabalhista para a classe trabalhadora.  “Essa reforma veio para dar segurança jurídica para empresas que atuam fora da lei, como a terceirização da atividade fim, trabalho autônomo, contratos de pessoa jurídica ou negociado sobre o legislado”, reforçou o representante da Intersindical.

Para Roberto von der Osten, o discurso da modernização da CLT, veiculado pela mídia, não passa de mais uma mentira. “A reforma trabalhista, apoiada pelos banqueiros e aprovada pelo governo golpista de Michel Temer, aniquilou a CLT e as conquistas de anos de lutas. É importante continuar fazendo um excelente trabalho de base e saber que direitos são acima de tudo, conquistas”, alertou o presidente da Contraf-CUT.

Na Conferência Interestadual do Rio de Janeiro e Espírito Santo, realizada no Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, os debates centraram na necessidade de unidade da classe trabalhadora e na busca das formas de organização e comunicação com o povo brasileiro para enfrentar os impactos das reformas impostos pelo governo Michel Temer e sua base aliada no Congresso Nacional.

“Esta reforma regulariza o bico, precariza o trabalho e dificulta o acesso à Justiça do Trabalho. A empresa pode ‘pejotizar’, terceirizar, sem a presença dos sindicatos para negociar. Ninguém mais vai receber hora extra. Extinguiram a incorporação de função, que atinge em cheio, por exemplo, os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que depois de dez anos de trabalho tinham este direito”, denunciou a vice-presidenta da Contraf-CUT e diretora executiva da CUT Nacional, Juvandia Moreira.

O presidente da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf-RJ/ES), Nilton Damião, lembrou que os bancos já estão se antecipando à nova legislação que retira direitos. “A Caixa, o BB e o Bradesco estão implementado PDVs (Planos de Demissão Voluntária) e isso já é o início da terceirização e da pejotização, que é demitir para contratar mão-de-obra precarizada”, disse.

Não as reformas

A Resistência às reformas foi eleita prioridade pelos bancários que participaram da VI Conferência Regional da Federação dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Fetrafi-NE), que teve como tema "Lutar, Defender e Garantir". Entre as iniciativas aprovadas está a realização de um seminário para alertar os bancários sobre os impactos da reforma.

Durante a Conferência Regional, foram discutidas ainda diversas demandas específicas da categoria, como as questões do emprego e das condições de trabalho, que têm piorado nos bancos públicos e privados. As deliberações e propostas serão levadas à 19ª Conferência Nacional dos Bancários.  O evento reuniu cerca de 150 bancários de todo o Nordeste, em Recife (PE).

Resistência também foi a palavra de ordem na 19ªConferência dos bancários da Bahia e Sergipe, que contou com a participação do o senador Roberto Requião (PMDB). Para Requião, o momento é de construir uma frente ampla que mobilize as ruas para derrubar o governo. “Esse modelo neoliberal que está aí é inviável. Fracassou na Europa. Foi derrotado na Itália. Derrubou a Grécia. Então, a saída é a aliança entre trabalho e capital produtivo contra o capital financeiro.”

A opinião foi endossada pelo presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos. “Nós precisamos construir esta frente. E, para nós, bancários, o desafio é maior ainda porque o enfrentamento é direto com o capital financeiro”, afirmou.

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