Amizade e consciência ambiental marcam o Encontro dos Aposentados
Um dia marcado por sorrisos, diversão e bate-papo educativo. Assim foi o 1º Encontro dos Aposentados da Caixa de 2026, realizado na última quarta-feira (29 de abril) pela APCEF-PR e pela AEA-PR. Nem a chuva impediu a animação dos associados, que puderam aproveitar boa gastronomia e lazer, após uma palestra sobre cuidado com o meio ambiente, na sede de Curitiba.
O evento reuniu 100 aposentados, em uma celebração da convivência e da troca de experiências. O presidente da APCEF-PR, Jesse Krieger, destacou a satisfação em receber os colegas na associação, criada por iniciativa do saudoso ex-presidente da Caixa, Karlos Rischbieter.
“Para ser presidente do banco, Rischbieter fez duas exigências: melhorar o salário dos empregados e a segunda, construir sedes no Brasil inteiro para a melhoria da qualidade de vida dos empregados. Os dois intentos ele conseguiu. Mas de nada adianta essa estrutura maravilhosa, sem a presença de vocês. Por isso, é importante essa parceria da APCEF-PR e da AEA-PR, para que continuemos esse trabalho em prol da família economiária”, reforçou.
A importância da integração das duas identidades foi reafirmada pelo presidente da associação dos aposentados, Valfrido Oliveira, que também está à frente da federação dessa categoria, a Fenacef. “Neste Encontro dos Aposentados estamos reunidos para comemorar a vida e nos confraternizar. É por essa razão que as duas entidades existem: para a defesa dos direitos e para melhorar o bem-estar dos associados. Que essa parceria se perpetue por muitos anos”.
Flora, conscientização e solidariedade
A programação começou com uma recepção recheada de frutas e sucos. Devido ao clima desfavorável, a caminhada ecológica, guiada pela paisagista Aurea Portes Ferriani, agendada para ocorrer na sede, teve de ser substituída. A atividade, no entanto, não perdeu seu tom inspirador. Áurea conduziu esse momento com alongamento, reflexão e conversa sobre preservação ambiental.
Proprietária da Flora Mundi Paisagismo e Cia., ela contou como é seu trabalho na associação, onde começou em 2014. Segunda a paisagista, naquela época, a ideia era incrementar as áreas com jardins, no entanto, o projeto evoluiu para um plano sustentável e de aproveitamento de espécies locais.
Para reforçar essa integração da jardinagem com a conservação existente, Áurea falou sobre o projeto viveiro de mudas da APCEF-PR, idealizado pelo diretor Clayton Santos e conduzido pelo ambientalista Orlando Stolf.
“É uma campanha fraterna. A pessoa doa 1 quilo de alimento e ganha uma muda, contribuindo para uma ação social. Essas plantinhas, como a Cerejeira do Japão, são produzidas na associação e podem ser aproveitadas no jardim e em outros locais. É uma oportunidade para quem quer embelezar sua chácara, por exemplo. O ambiente também é de aprendizado. No ano passado, fizemos uma oficina de criação de canteiros e queremos fazer outras oportunamente”.
Acolhimento, amizade e histórias
Na plateia, Águeda Rosani Bottoli ficou entusiasmada com o projeto, cujas doações de alimentos são encaminhadas à Obra Social Santo Aníbal (Ossa), porém, aponta limitações para sua presença mais efetiva. “Gostei muito da ideia do viveiro de mudas, mas cuido da minha mãe com 87 anos e moro em Santa Felicidade. Apesar da grande distância, procuro participar das atividades da AEA-PR e da APCEF-PR, como a tranca. Prefiro que os eventos sejam realizados na sede social, porque aqui é nossa casa”.
Zelia Suchodolak também se interessou pelo assunto, após a explicação da paisagista, e ressaltou que, se morasse em uma casa, teria muitas plantas. De acordo com Zelia, participar do Encontro dos Aposentados foi um alento. “Meu filho casou e meu neto está estudando, então, fico muito sozinha. Só o fato de encontrar o pessoal da Caixa na associação foi muito bom”.
Após a explanação de Aurea, os aposentados puderam saborear o almoço. Pratos, como filé mignon, salmão do Chef e lasanha ao molho de camarão, fizeram parte do buffet. Aos 93 anos, Niete Teresinha Ribeiro de Andrade, uma das participantes mais longevas do evento, aprovou toda a programação, incluindo o cardápio, e lembrou de momentos de sua trajetória na Caixa.
“Gostei de tudo. Participo das atividades da associação há muito tempo e é sempre bom estar com as pessoas. Quando a Caixa assumiu o BNH (Banco Nacional de Habitação), do qual sou remanescente, eu já tinha uma certa idade, então, adotei colegas mais jovens na época como ‘filhos’ e reencontro alguns deles nesses eventos”.
Outra diversão de Niete é jogar e ela aproveitou as rodadas de bingo para exercitar sua atenção. Durante a atividade, os aposentados puderam se entreter e ganhar brindes. Um delicioso café da tarde, com bolos e sucos, encerrou a Encontro dos Aposentados em clima de confraternização e alegria.
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