Noite Cultural da APCEF-PR mostra o talento artístico dos associados
Os associados que participam de atividades artísticas da APCEF-PR exibiram seu talento no palco do Teatro Bom Jesus, em Curitiba, no último sábado (4 de julho). Na Noite Cultural, eles encantaram o público com apresentações de música, balé, dança de salão, teatro e exposição de desenhos, encerrando o semestre das aulas com um belo espetáculo
Antes das apresentações, o presidente da APCEF-PR, Jesse Krieger, valorizou a dedicação de dirigentes e organizadores em promover atividades artísticas para os associados. “Graças ao trabalho da diretoria e de toda nossa equipe da área sociocultural, podemos apresentar e oferecer oportunidades para o desenvolvimento cultural dos nossos artistas”, pontua.
Na abertura, o público pôde conferir o número de música clássica sob a voz de Alison Martins. Na sequência, o balé mostrou o que as alunas aprenderam de melhor nas aulas, com giros, saltos e braços alongados. Da classe baby a adulta, as bailarinas combinaram movimentos harmônicos e delicados.
Os passos marcados continuaram com os casais da dança de salão, que flutuaram pelo palco ao som romântico do bolero. Depois, foi a vez dos alunos de teatro, preparados por meio da parceria com o Espaço Ampliar, entrarem em cena. Eles apresentaram peça sobre o folclore brasileiro, levando o público a uma viagem à cultura popular. Além das apresentações, os associados puderam conferir, na entrada do teatro, a exposição da turma de desenho.
Para encerrar a noite em grande estilo, o grupo de violão, preparados pela parceira da APCEF-PR, a AME (Academia de Música e Educação) emocionou o público, tocando clássicos sertanejos, como “Fio de Cabelo”, da dupla Chitãozinho e Xororó.
Famílias unidas pela dança
Muitas histórias podem ser contadas em apenas uma noite. Andressa Ribas, do balé adulto, viveu uma sensação especial: dançou no mesmo evento que a filha Letícia, de 9 anos. “Eu vi a apresentação dela, estava muito linda”, disse a garota ao comentar o número da mãe. Para Andressa, a arte conecta as duas de um jeito especial. “Já fizemos diferentes coreografias juntas e isso torna nossa relação melhor. A dança muda a mente e o corpo”, ressalta a bailarina.
Na dança de salão, parceria também é algo fundamental. Para o casal Jacques e Mariseli Schinemann, a dinâmica e a preparação que ambos desenvolveram unidos foram essenciais para subir ao palco e executar os passos. “Para esse momento, treinamos cinco meses. Isso só foi possível graças à nossa dedicação, pois esse estilo é algo mais complexo. Por conta dessa preparação, não sentimos tanto nervosismo”, explica Jacques.
A arte como forma de expressão
Um dos pontos altos da Noite foi o encerramento com a canção “Fio de Cabelo”, que combinou o som dos violões à voz da associada Anadir Beraldin. Para ela, a vontade de mostrar a sua arte superou qualquer dificuldade. “Na hora, até fiquei nervosa, mas, como sou meio cara de pau, continuei. Para mim, música é vida e, quem canta, seus males espanta. Ensaiamos e ficamos felizes de mostrar o resultado do nosso trabalho”, celebra.
A arte, como demonstrou Anadir, é uma forma de expressar o que nem sempre é possível com palavras. É o caso de Lavínia Pinati, de 12 anos que participou do teatro e da exposição. Ela conta como, muitas vezes, consegue expressar seus sentimentos por meio da arte. “Se não estou conseguindo falar, vou lá e desenho. De alguma forma, meus amigos me entendem por meio do que estou desenhando”, revela a associada mirim.
Benefícios na vida profissional
A expressão artística é democrática e inclusiva, podendo ajudar no trabalho, na família e outros momentos cotidianos. Fernando Miara, por exemplo, trabalha no setor de Atendimento da sede de Curitiba da APCEF-PR. Ao começar as aulas de teatro, ele sentiu mais desenvoltura no diálogo com as pessoas.
“Por trabalhar com o público, era importante ter algo que me ajudasse, principalmente, com a timidez. O teatro tirou o medo, a ‘vergonha’ de desenvolver conversas e isso trouxe uma grande evolução, tanto na área profissional quanto na pessoal”, observa Fernando.

