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Empregados do Paraná contam como foi sua experiência no #prontofalei

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Um sábado dedicado a discussões, em tom descontraído, com jovens empregados da Caixa Econômica Federal sobre o impacto das transformações tecnológicas na sociedade, que passa pela internet, comunicação digital, comportamento social e relações de trabalho. Assim foi o #prontofalei, evento promovido pela Fenae, em parceria com as APCEFs, em Brasília, no dia 20 de julho, conduzido pelo apresentador e jornalista, Serginho Groisman.

No estilo do programa “Altas Horas”, Groisman chamou especialistas e convidados e intermediou perguntas feitas pelo público aos entrevistados, além das interações nas redes sociais. A plateia era formada por empregados da Caixa de até 35 anos vindos de todo o país, que puderam ouvir e expressar seus pontos de vista sobre os assuntos abordados no evento.

Com a palavra, os representantes do Paraná
Para Danielle Meloto de Souza, da agência Digital Campos Gerais, em Ponta Grossa, que participou do evento, tão importante quanto falar sobre as transformações contínuas, é preciso compreender qual o seu papel e de colegas nessas mudanças. “É o momento de deixarmos de ‘brigar’ para combater o inevitável, ou seja, a tecnologia automatizando processos e mudando o perfil de postos de trabalho, como na Caixa. Precisamos assumir a posição de agentes que propõem soluções alternativas para a nova realidade”.

Danielle ressalta que é preciso mais debates, como o #prontofalei, para pensar em como preparar as pessoas para assumirem novas funções e estarem qualificadas para as diferentes exigências atuais. Segundo ela, é dever dos empregados fortalecer a imagem da empresa para sociedade, a qual diz que será “nossa maior defensora”. Para que isso ocorra, aponta um caminho: “Precisamos estar fortes e bem representados, cumprindo nosso dever para exigir nossos direitos”.

Tuffik Baduy Pain, da Agência Araucária, outro participante do evento, concorda com Danielle sobre a importância desses debates, que trazem luz a competências futuras e outros temas. “Para mim, ficou muito claro que o que nos trouxe até aqui não vai necessariamente nos levar para o futuro, e digo isso enquanto pessoa, profissional, empregado da Caixa”.

Na opinião de Pain, parte dessas mudanças é inevitável, mas outra parte passa pela permissão do pessoal de sua geração. “A omissão muitas vezes é tida como permissão, logo, esses movimentos coletivos serão cada vez mais determinantes na construção do futuro”, observa o jovem empregado.

Conclusão final
A força do coletivo, inclusive, foi o destaque dos debates finais do #prontofalei. Segundo palestrantes, não há como evitar mudanças previstas para o mundo corporativo, mas o trabalho coletivo pode reduzir os impactos.  

O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, também participou do debate e, depois de contar sobre as lutas da categoria para a jornada de seis horas, disse que o desafio agora é o trabalho remoto e as outras evoluções tecnológicas. Ferreira lembrou também que a Caixa tem um papel social na vida do brasileiro e os trabalhadores fazem parte dessa construção. "Apesar de estarmos falando de tecnologias, é da vida das pessoas que estamos falando”, destacou o presidente.

Na opinião da diretora de Juventude da Fenae, Raquel Weber, por meio do coletivo, é possível vencer o desafio que a Caixa enfrenta. No entanto, segundo Raquel, é preciso rever a forma de organização. “Temos que nos unir e defender a Caixa para esse novo bancário que está entrando na instituição”, concluiu a diretora.

 

 

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