Dia do Bancário: um legado de direitos e histórico da união da categoria
Há 74 anos, uma grande mobilização da categoria bancária marcou o movimento por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. A paralização, realizada no dia 28 de agosto 1951, com duração de 69 dias, originou o Dia do Bancário. Nesta quinta-feira (dia 28), quando se comemora a data, a história mostra que a união desses trabalhadores foi essencial para a obtenção de avanços e melhorias e continua sendo diante de novos desafios.
Para os empregados da Caixa, a comemoração este ano é ainda mais significativa, já que se completa 40 anos da primeira greve nacional desses trabalhadores, realizada em 30 de outubro de 1985. Jornada de seis horas e direito à sindicalização foram as principais conquistas da paralização, que durou 24 horas. Ao longo dos anos, como parte da categoria, os empregados fizeram parte de mobilizações importantes e tornaram-se agentes essenciais no atendimento à população brasileira, como no período da Covid.
O presidente da APCEF-PR, Jesse Krieger, considera que há muito o que comemorar no Dia do Bancário, considerando a força de articulação desses trabalhadores e sua importância “É uma das categorias mais organizadas do país, que desempenha um papel fundamental no atendimento da população brasileira”, pontua.
Na trajetória de avanços dos bancários, entre outros, estão a garantia dos vales refeição e alimentação, descanso aos sábados, licença maternidade e paternidade ampliadas e, mais recentemente, a inclusão de medidas de combate ao assédio sexual. Desde 2016, a categoria negocia acordos coletivos com validade de dois anos.
A atual Convenção Coletiva do Trabalho (CCT) da categoria, que começou a valer em 1º de setembro de 2024, vencerá somente em 31 de agosto de 2026. Os empregados da Caixa, além dos direitos garantidos na CCT, têm outros benefícios, como previdência complementar pela Funcef, Saúde Caixa e PLR Social. O futuro dos dois primeiros são pauta atualmente de discussão.