Em Curitiba, #ProntoFalei promove diálogo sobre o presente e o futuro dos jovens da Caixa
Uma tarde de diálogo sobre temas atuais e pertinentes com a nova geração da Caixa. Assim foi o #ProntoFalei, que reuniu no Hard Rock Cafe, em Curitiba, no último sábado (dia 30), empregados do banco de até 44 anos, representantes da Fenae, da APCEF-PR e de outras entidades, para um momento de discussões temáticas, troca de ideias e integração.
O evento, promovido pela Federação, em parceria com a APCEF e o Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região, teve participação expressiva de público. O encontro teve três blocos de debates fundamentais: Narrativas e Fake News, Inteligência Artificial e Futuro do Trabalho e Cidades Inteligentes e Sociedade. A mediação ficou por conta da escritora e poetisa Estrela Ruiz Leminski. Ao final do evento, foi oferecido um momento de happy hour e música ao vivo.
O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, ressaltou que o #ProntoFalei é mais um evento que chegou à capital paranaense, onde há 55 anos a entidade foi fundada. “Depois de tantos eventos, trouxemos esse para um lugar que, para nós, é muito especial. Com o encontro, queremos aumentar o diálogo com os jovens da Caixa. Precisamos contar a história da empresa, de como chegamos até aqui e como queremos caminhar para a frente”, celebra Takemoto, que estava acompanhado da diretora de Políticas Sociais da Federação, Raquel Weber.
Para o presidente da APCEF-PR, Jesse Krieger, o #ProntoFalei é uma forma de pensar o futuro dos empregados da Caixa. “É esse público que vai nos suceder e ocupar altos cargos dentro do banco. Muito importante termos essas discussões, com profissionais qualificados, para trocas de experiência e compartilhamento de conhecimento. Só tenho a agradecer a todos que vieram prestigiar este evento”, reforçou o presidente.
Representando o Sindicato dos Bancários, Samanta Almeida, diretora de Igualdade e Diversidade, reforçou que os jovens empregados da Caixa devem se inspirar nos mais experientes. “Queremos lutar por um futuro com fundos de pensão, plano de saúde e tecnologias que realmente nos ajudem a continuar a trajetória que os mais experientes começaram lá atrás”, comentou.
Na abertura do evento, o vice-presidente de Pessoas da Caixa, Alexandre Amorim, reforçou também compromisso com o diálogo. “Quero conhecer ainda mais a realidade dos empregados e manter as portas abertas para as entidades representativas”, destacou.
Narrativas e fake news
A primeira mesa temática apresentou uma discussão sobre a atual era da desinformação e a importância de lutar por narrativas que valorizem o trabalho dos empregados da Caixa. O debate contou com a presença do jornalista Ivan Mizanzuk, a professora e socióloga Lara Facioli, além da diretora de Políticas Sociais da Fenae, Raquel Weber.

Em sua fala, Ivan recapitulou alguns pontos do caso Evandro, da década de 1990, pelo qual ganhou reconhecimento nacional com a série de podcast documental. Para ele, o pânico gerado à época contribuiu para a disseminação de diversas narrativas. “Eu tinha mais ou menos oito anos quando o caso aconteceu. Foi marcante a sensação de medo e as histórias que eram compartilhadas pelas pessoas, com relação às crianças desaparecidas em Curitiba e região”, relembrou o jornalista.
“Precisamos estar atentos aos discursos que produzimos e que atravessam nosso trabalho, para não cometer equívocos”, alertou Lara. Para Raquel, o cenário de desinformação, que impacta a defesa de direitos dos empregados da Caixa, pode ser combatido com a união de quem representa a categoria. “A saída para combater as fake news, acredito eu, é termos unidade, organização e acreditar nas narrativas das nossas entidades”, comentou.
Inteligência Artificial e o futuro do trabalho
No segundo bloco do #ProntoFalei, o tema foi a inteligência artificial e como ela pode impactar o trabalho diário dos empregados da Caixa. O debate contou com a presença do sociólogo Sérgio Amadeu, o deputado federal Tadeu Veneri e o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.

Amadeu trouxe uma intensa crítica do modo como a Inteligência Artificial vem sendo discutida na sociedade. “O que chamamos de inteligência nada mais são que sistemas automatizados, que precisam de dados para existir. As pessoas precisam discutir em quais setores ela deve ou não entrar, como ela pode ou não beneficiar o trabalhador”, reforçou.
A discussão sobre a IA é mais um estágio da busca dos empregados da Caixa por melhores condições de trabalho, como recordou Tadeu Veneri. “Nada do que nós, os bancários, temos conseguido foi por benevolência dos outros: se temos muitas conquistas ao longo de décadas, foi por um grande processo de luta histórica dos trabalhadores da categoria”, relembrou o deputado.
Para Takemoto, a resposta a estas transformações segue a mesma: o esforço conjunto de todos os empregados. “Somente com a luta coletiva conseguimos avançar, é através dela que mudamos a realidade”, decretou.
Cidades inteligentes e sociedade
No último bloco do #ProntoFalei, o debate girou em torno de algo que também é muito importante para o futuro: como os empregados da Caixa lidam com o conceito de cidades inteligentes e podem contribuir para o tema. A discussão teve a presença da presidenta do Vale do Pinhão, Márcia Regina Krama, da mestra em políticas públicas, Scarlett Rodrigues e do diretor de Saúde e Previdência de Fenae, Leonardo Quadros.
Na visão de Scarlett, o conceito de cidade inteligente precisa ser questionado. “Quando falamos de um projeto de cidade inteligente, tecnológica e acessível, precisamos questionar se ela chega para todos, quem a construiu”, ressaltou Scarlett. “A tecnologia vive mudando as nossas vidas e é preciso entender como o cidadão tem uma prestação de serviço melhor com ela”, completou Márcia.

Para Leonardo, os empregados da Caixa, ao prestarem serviços fundamentais para a população brasileira, contribuem para que as cidades sejam, de fato, inteligentes. “O banco não é apenas um dos principais do sistema financeiro nacional, é também um regulador do mercado. A oferta de crédito que chega ao cidadão, independente da instituição, passa muito pelo trabalho da Caixa e do Banco do Brasil”, reforçou o diretor.

